ASAP

01 May

Blogs e conhecimento livre

O blog só se tornou um fenômeno por que trouxe de reboque uma verdadeira horda trocando informações e links. Um blog sozinho não é nada, mas blogs e projetos pessoais linkados entre si formam uma rede caótica. Um reflexo da diversidade e da multiplicidade de vozes.

E, assim, vamos aprendendo a aprender. Lendo um pouco de um, seguindo a trilha de links de outros. Vendo uma imagem, lendo uma fofoca para repassarmos para terceiros. Esta forma de conversação vai aproximando as pessoas em micromercados. Não são propriamente comunidades, pois creio que a idéia original de comunidade é estabelecer a aproximação sob o guarda-chuva de um interesse comum.

Nesse contexto bastante anárquico, os blogs têm se apresentado como alternativa para a distribuição de informação. Internet não é mídia de massa. Parâmetros difundidos no velho sistema não cabem nessa nova equação.

Blogs atingem os micromercados pela participação de uma micro audiência. Pessoas falando diretamente com pessoas. Não importa a quantidade atingida. E sim, a reputação do autor. Relevância e referência são variáveis de difícil analise. É algo mais qualitativo do que quantitativo.
23:11:25 - hdhd - link

19 January

Tempo, tempo.... tempo

Heidegger diz: a renúncia não tira. A renúncia dá. Bem, talvez seja melhor afirmar que as vezes a renuncia tira, outras vezes a renuncia dá. Assim como o tempo. Há coisas que o tempo nos tira. Mas, outras, só o tempo nos traz.
17:39:00 - hdhd - link

17 December

Nomadismo e ciência

These itinerant skills of vagabond workers Deleuze and Guattari place under the heading of “nomad science,” a form of production in excess of the disciplinarity of State “royal science.” The establishment of royal science in cathedral construction marks the imposition of an outside, centralizing measure: “The State’s response was to take over management of the construction site, merging all the divisions of labor in the supreme distinction between the intellectual and the manual, the theoretical and the practical, modeled upon the difference between ‘governors’ and ‘governed’” (...). Royal science levies a different register of control, a mediating “plane of organization” upon the immediate plane of variable material-forces: “In the nomad sciences, as in the royal sciences, we find the existence of a ‘plane,’ but not at all in the same way. The ground-level plane of the Gothic journeyman is opposed to the metric plane of the architect, which is on paper and off site. The plane of consistency or composition [the dynamic rhythms of material-forces] is opposed to another plane, that of organization or formation [the rules of matter-form]
-- Robert P.Marzec, em Nomadism, the War Machine, and the State
10:04:51 - hdhd - link

16 December

anti-capitalist movement

If there were any doubt that the anti-capitalist movement represents a major revival of the left on a world scale, it was removed by the vast demonstration against the G8 summit in Genoa on 21 July 2001.1 Around 300,000 people, the overwhelming majority of them from Italy itself, took part in the protest, despite the extreme violence displayed by the police. The youth, confidence and militancy of the demonstrators offered clear evidence that the Italian left--after nearly a quarter of a century of defeat and demoralisation--was in the process of being renewed.
-- Alex Calilinicos

Toni Negri in perspective
15:46:43 - hdhd - link

07 December

Modelo Metáforico

13:15:13 - hdhd - link

24 November

O paradoxo do óbvio

Estava num debate acalorado durante a Digitofagia, que aconteceu em outubro de 2004, no MIS - Museu da Imagem e do Som. O debate versava sobre as máquinas nômades e sobre os relacionamentos nos Estóicos. Pontos de vista congruentes. Interessante.

Fiz, então, um aparte fazendo uma ligação desta filosofia com a rede. Um pouco de linkania. E, neste aparte citei o Toni Negri, em cujo trabalho tenho feito várias reflexões, idéias como as que escrevi num artigo chamado Linkania - a multidão hiperconectada.

Até aí as coisas se encaminhavam de forma razoável. Razoável porque, abrindo um parêntese, pois alguns percalços haviam acontecido durante o debate, combinando a desorganização (ou melhor, a falta de apoio ou a carência de estrutura destinada ao evento) com a falta de generosidade colaborativa da turma que trouxe da Jamaica a inspiração do 'dumb'. Mas essa é uma outra estória. A voz livre, gutural, a voz humana foi silenciada por alto falantes. Pergunto: Onde fica o discurso da colaboração e da liberdade? Será que estamos fadados a conviver com a retórica.

Pois bem, esvaziei um pouco do fel antes de continuar contando essa outra tragi-comédia. Então, voltamos ao tema original. O debate filosófico estava rompendo a barreira do pensamento ocidental. É importante nesse momento quando o pensamento moderno não mais consegue explicar as idiossincrasias da espécie humana. A discussão chegava à imanência. E, concomitantemente, já havíamos sido convidados a deixar o ambiente pela segunda vez.

Foi quando uma garota pegou a palavra. Fez um retorno ao passado. Apresentando-se como professora universitária, preocupada em provocar seus alunos a pensar. Nada mais patético do que não entender que o importante é a relação, e não a coisa em si. De certa forma, ela tentou descaracterizar o tom do debate. E acrescentou que isso tudo era óbvio. Toni Negri é óbvio. E assim, o debate se esvaiu nas palavras da obviedade.

Opa, opa... quase estourei. Mas consegui me conter. Segui os conselhos do Millor: ‘Não se amplia a voz dos idiotas’. A menina só quis reduzir o esforço de pensamento coletivo à noção da obviedade. A palavra descartável matou a voz. Respirei fundo. guardei as minhas armas para não passar vontade. Fiquei quieto. Observando o fim do debate. Não havia mais espaço para juntar as palavras numa colcha original.

Algum tempo depois, durante as idas e vindas a Santo André, confortavelmente sentado no trem Luz – Rio Grande da Serra me esbaldava com as multitudes do Negri. E num lapso de esperança e inexorabilidade do destino me percebi balbuciando: Nossa! Esse Toni Negri é realmente óbvio. Fiquei feliz.
17:34:15 - hdhd - link

04 November

Operação Pirata

Estamos no ano 2004. Século 21. Rupturas paradigmáticas rompem o sossêgo do cotidiano. Muitas revoluções sucessivas acontecem concomitantemente. A cultura e a arte se encontram com a tecnologia. Essas afirmações estão basicamente corretos. [Read More!]
10:15:29 - hdhd - link

14 September

Everyone Loves Brazil

The world has fallen hard for the boisterous culture that gave us caipirinhas and capoeira - Everyone Loves Brazil
12:18:29 - hdhd - link

28 July

Do I have any friends?

guess I have to admit that, since I am delighted by more people than I can count, including some who actively dislike me, maybe I do have friends, even though nobody calls me up and says, “Hey, I have an extra ticket to the Celtics. Wanna come and we’ll grab a beer afterwards?” I mean, I hate sports and besides I’d rather be with my wife and kids than with you, and there’s something good on TV that night anyway. But would it kill you to ask?
16:46:18 - hdhd - link

09 June

Viver - Que significa viver?

Viver - é continuamente afastar de si algo que quer morrer; viver - é ser cruel e implacável com tudo o que em nós, e não apenas em nós , se torna fraco e velho. (Friedrich Nietzsche, "A gaia Ciência", Cia das Letras, ano 2001, Tradução, notas e posfácio de Paulo César de Souza, Aforismo 26, pág. 77)
13:45:06 - hdhd - link

20 May

Cidadania

[De cidadão + -ia1, seg. o padrão erudito.]
S. f.
1. Qualidade ou estado de cidadão: 2

cidadão - [De cidade + -ão2.]
S. m.
1. Indivíduo no gozo dos direitos civis e políticos de um Estado, ou no desempenho de seus deveres para com este.
2. Habitante da cidade.
3. Pop. Indivíduo, homem, sujeito: 2

fonte: Aurélio
11:41:39 - hdhd - link

15 May

Sesame Workshop

vamos falar da tecnologia e do hiato digital. Existe um grupo de crianças, de um lado, que é bombardeado pela mídia em toda a parte, que tem acesso à Internet em banda larga, comunicação por satélite, celulares... e, ao mesmo tempo, há milhões de crianças sem acesso a nada disso. Para muitas crianças do mundo industrializado, a mídia está em toda a parte. Em lugares como o Japão, por exemplo, hoje as pessoas aprendem letras, números e o idioma inglês em seus celulares. E esse "trem" continua se movendo, não perde velocidade.

A mídia está cada vez mais rápida, menor e mais barata – seja no Japão, no Rio, em Nova York, em Londres, onde quer que seja. E é muito importante que exista um grupo de produtores e executivos que se empenhem em prol de uma boa mídia, com propósitos positivos. Não há razão, por exemplo, para que videogames sejam usados exclusivamente para jogos violentos ou que mostrem mulheres em situação desfavorável. Eles também podem ser usados para educar.

Em 1969, utilizamos a televisão para educar – um veículo que não era, até então, considerado apropriado para a educação. Nós mudamos isso e fizemos história, e é o que queremos fazer com as outras mídias também.

-- Gary Knell
18:28:00 - hdhd - link

14 May

Collaborate easily with strangers and aliens

...commercial people are compelled to deal with strangers and almost-strangers as supliers or customers, and often enough with aliens. This requires enormous trust.... But trust is feasible only where honesty is usual. Commercial people invent devices to facilitate trust among strangers... receipts... cosmopolitanism.... The principal places in which strangers do business together are big commercial cities. The cosmopolitanism of these cities is no accident. It's an instance of functional necessity becoming a cultural trait. ...everyday deals with strangers and aliens...demands tolerance for people outside one own background and personal preferences and, often enough, ever respect for them as well.
(...) Cosmopolitanism and insularity are contrasts, but not a tidy, discrete pair. They're two poles...with shadings nd degrees and mixtures all the way from one pole to the other. Those shadings and degrees are in great part a reflection of permanence and impermanence of relationships.
-- Jane Jacobs (em Systems of Survival, 1992)
09:36:28 - hdhd - link

organização aprendente

Numa organização aprendente onde os conceitos de colaboração, partilha, aprendizagem e conhecimento são chave, o espaço de trabalho tem um papel importante. A forma como o escritório é planeado para criar espaço de reuniões/apresentações, espaço individual, e espaço público/social contribui para o sucesso da aprendizagem organizacional. Hoje a tendência é para uma distribuição democrática onde o espaço é atribuído dependendo das necessidades que as tarefas levantam e não do estatuto. O espaço aberto normalmente tem divisórias baixas para estimular a troca de informação e conhecimento. Os espaços de encontro são mais casuais e flexíveis. As empresas vêem a importância do espaço social como uma área para efectuar contactos sociais, construir confiança, construir um sentido de comunidade, e partilhar conhecimento entre empregados.
(...)Se visitar as empresas tecnológicas de Silicon Valley, ou as empresas de media de Manhattan, ou qualquer uma das empresas que se auto-identifica com a Nova Economia, descobrirá que os reservados e privados escritórios foram substituídos por movimentados espaços públicos, áreas de espaço aberto sem paredes, com os executivos perto dos recém-contratados. O murmúrio do escritório tradicional foi suplantado por algo muito mais perto do barulhento e movimentado ballet de Hudson Street. Há quarenta anos, as pessoas viviam em bairros como a West Village e iam trabalhar no equivalente aos subúrbios. Agora, numa das estranhas reviravoltas que marca a economia actual, vivem em subúrbios e, cada vez mais, vão trabalhar no equivalente à West Village.
-- Malcolm Gladwell - 2000
09:26:08 - hdhd - link

04 May

Darknet - Introduction

Darknet will draw you into the secretive world of the movie underground, where bootleggers and pirates run circles around Hollywood and law enforcement. But piracy and file sharing are only subplots. Instead, this book profiles people from the future. To see where society is heading, futurist Watts Wacker once advised, find people from the future and study them. You will meet many people from the future in these pages—early adopters of the digital lifestyle, pioneers of next-generation television, game-makers creating virtual worlds, all of them wrestling with the law or confronting powerful forces seeking to maintain the status quo.

Darknet goes behind the scenes to pull back the curtain on Hollywood insiders, tech innovators, and digital provocateurs lurking in the darkest corners of cyberspace. You’ll meet a Boston pastor who uses illegal clips from Hollywood movies in his Sunday sermons; the double agent who is paid to engage in movie piracy by a large media company; the vice president of the world’s largest chipmaker who may have unwittingly run afoul of federal law; the teenage boys who spent seven years refilming Raiders of the Lost Ark; the nightclub video jockey who uses dance scenes from old Fred Astaire movies in his routine; Roger McGuinn, the former lead singer of the Byrds, who is using the Internet to help keep folk music alive; and many others who traverse the fast-changing technological, ethical, and legal landscape of the digital age. All of these stories are reported here for the first time. (...)

At bottom, Darknet is a story about people—ordinary and extraordinary lives caught up in the crosscurrents of fundamental cultural change. The outcome of this protracted struggle will determine how we innovate, educate our children, create and share information, communicate with our neighbors and friends, and bring entertainment into our homes. Ultimately, the questions raised in this book go to the heart of what kind of society we want to become.

-- JD Lasica
09:24:42 - hdhd - link