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LinkaniaMercados são conversaçõesOs mercados digitais mostram a força da nova mídia que está se formando, num movimento de baixo pra cima. Onde a reverberação das vozes tem um sentido muito diferente do que as mídias tradicionais. Pessoas comuns estão conversando na rede e criando um diferencial. Essa conversação aponta para a revolução da voz. Os mercados sempre foram um fenômeno natural. Muito tempo antes do que o mundo dos negócios utilizasse o termo “market” para rotular categorias, as demografias, as regiões geográficas e outras abstrações. Os mercados naturais estão ocupados com vozes humanas (pessoas comuns e pessoas menos comuns também). Pessoas falando com pessoas sobre coisas que interessam a elas. Estas conversações acontecem também dentro das empresas. Entre empresas e clientes, mas sempre entre seres humanos que dividem interesses e paixões. A revolução, como eu vejo, é a restauração de um balanço natural do poder, um relacionamento natural entre oferta e demanda, entre vendedores e clientes. Assim que isso acontece. A voz falsa da propaganda das empresas, press releases e declarações de missão empresarial parecerão cada vez mais antigas e estranhas [Searls, Weinberger, Locke, 45]. Comunicação de massaA Comunicação de Massa se dá pela disseminação de informações via jornais, rádios, TVs, Cinema, cartazes e também pela internet, reunidos num sistema denominado Mídia. Como os diferentes órgãos e empresas de comunicação mediam o diálogo (ou monólogo) entre as pessoas, são denominados meios de comunicação. O oposto à mediação seria a comunicação não-mediada, ou imediata. A Comunicação de Massa tem a particularidade de atingir grande quantidade de receptores ao mesmo tempo, partindo de um único emissor. A revolução das tecnologias comunicacionais no final do século XX propiciou uma fragmentação do alcance da comunicação, dando origem a um modelo de Comunicação Segmentada. A Era da ConexãoVivemos em rede. Rede de amigos, de parentes, família, negócios, engendradas nos relacionamentos 'conversacionais' das pessoas comuns. A rede é o princípio de uma sociedade, que emerge quando a gentileza gera gentileza [Dimantas, 21]. Mas estamos vivendo um processo de intersecção. Não entre a cultura de massas e a cultura de rede, mas entre idéias e teorias diferentes. David Weinberger entende a web como um mundo compartilhado que estamos construindo juntos. Esse processo de construção seria caracterizado por uma ruptura dos containers do tempo e espaço, ou a 'descontainerização da metafísica padrão'. Neste sentido, a internet pode ser entendida como um novo lugar. Um ambiente diferente. Internet não é apenas uma nova mídia, um canal de comunicação. Existe vida inteligente por trás do monitor colorido. E esse novo lugar é propício para as conversações, como conseqüência, para uma sociedade colaborativa. A revolução não televisionadaA revolução digital é um processo sutil e vagaroso que vem tomando corpo, ensinando a nova geração a compartilhar conhecimento. Uma nova ordem está sendo construída. Uma promessa para uma humanidade capaz de reviver o amor [Lévy, 46; Weinberger; 45]. A revolução dos bits se contrapõe ao padrão da sociedade ocidental. A cultura hacker já se deu conta que é possível quebrar paradigmas. Embora, para entender esta ruptura dos paradigmas temos que pensar e participar, pois a sociedade em redes pressupõe o engajamento das pessoas, ou melhor, não existe redes sem pessoas se inter-relacionando. Barabási diz: A Internet é uma rede complexa de computadores conectados por cabos. A economia é uma rede complexa de empresas, consumidores e agências reguladoras; A sociedade é uma rede complexa de pessoas conectadas por amizades, famílias e laços profissionais. Foi somente nos anos recentes que percebemos a importância do papel que essas redes tem na moldagem do comportamento de sistemas mais complexos. (...) Um dos achados mais surpreendentes é que a maioria das redes na natureza são muito similares umas as outras. As redes sociais não são diferentes do que as redes químicas de quatro milhões de anos que encontramos nas células ou da recente World Wide Web [Barábasi, 01]. Por uma ética hackerEste é o nosso mundo agora... O mundo do elétron e da mudança, a beleza do modem. Nós fazemos uso de um serviço já existente sem pagar por aquilo que seria bem caro se não fosse usado por gulosos atrás de lucros, e vocês nos chamam de criminosos. Nós exploramos... e vocês nos chamam de criminosos. Nós procuramos por conhecimento... e vocês nos chamam de criminosos. Nós existimos sem cor de pele, sem nacionalidade, sem religião... e vocês nos chamam de criminosos. Vocês constróem bombas atômicas, vocês começam guerras, assassinam, trapaceiam, e mentem para nós e tentam fazer que acreditamos que e para nosso próprio bem, sim, nós somos os criminosos. - Manifesto Hacker - The Mentor IntroduçãoA comunicação e o poder têm sido parceiros no desenvolvimento do Capitalismo Industrial. Maquiavel ensina que 'Um príncipe (...) deve ter muito cuidado em não deixar escapar da boca nada (...) É que os homens em geral julgam mais pelos olhos do que pelas mãos, porque a todos cabe ver mas a poucos cabe sentir. Todos vêem o que tu aparentas, poucos sentem aquilo que tu és; e esses poucos não se atrevem a contrariar a opinião dos muitos que, aliás, estão protegidos pela majestade do Estado' [Maquiavel, 51]. Nessa dicotomia entre voz e poder encontramos fortes interesses das empresas na manutenção daquilo que se entende por mídia ou marketing. |
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